quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Na temporada de 2010/11 as 20 maiores ligas de futebol do planeta movimentaram um total de 4.950 milhões de Euros em transferências de jogadores. Cerca de 53% do dinheiro movimentado (2.628 milhões de Euros) foi utilizado na aquisição ou pagamentos de empréstimo de jogadores, enquanto 47% do total movimentado (2.321 milhões de Euros) na venda de jogadores.

No total, e comparando o volume de compras e vendas de jogadores nas 20 ligas analisadas, registou-se um prejuízo de 307 milhões de euros, sendo a Premier League de Inglaterra foi a liga que mais dinheiro movimentou com 1.044 milhões de Euros. No entanto a Premier League foi também a que registou o maior resultado negativo entre aquisições e vendas, com 356 milhões de Euros.

O ranking demonstra e diferencia na perfeição, quais as ligas exportadoras e importadoras de jogadores. Portugal lidera como país exportador de jogadores, com um resultado positivo entre aquisições e vendas de mais de 90 milhões de Euros, seguido pela Argentina e França com 66 e 57 milhões de Euros respectivamente. Destaque também para a presença no ranking de duas segundas ligas, nomeadamente o Championship de Inglaterra e a Serie B Italiana.

AS 20 LIGAS QUE MAIS DINHEIRO MOVIMENTARAM EM TRANSFERÊNCIAS 2010/11

LigaDivComprasVendasResultadoMovimentado
1Inglaterra1700.415.000 €343.755.000 €-356.660.000 €1.044.170.000 €
2Itália1423.980.000 €356.605.000 €-67.375.000 €780.585.000 €
3Espanha1311.540.000 €297.920.000 €-13.620.000 €609.460.000 €
4Alemanha1217.100.000 €218.580.000 €1.480.000 €435.680.000 €
5França1154.915.000 €212.685.000 €57.770.000 €367.600.000 €
6Portugal184.940.000 €176.355.000 €91.415.000 €261.295.000 €
7Rússia1179.725.000 €66.735.000 €-112.990.000 €246.460.000 €
8Brasil168.680.000 €116.055.000 €47.375.000 €184.735.000 €
9Turquia1111.985.000 €29.430.000 €-82.555.000 €141.415.000 €
10Argentina137.200.000 €104.110.000 €66.910.000 €141.310.000 €
11Ucrânia197.470.000 €32.675.000 €-64.795.000 €130.145.000 €
12Inglaterra258.290.000 €70.345.000 €12.055.000 €128.635.000 €
13Holanda145.750.000 €78.075.000 €32.325.000 €123.825.000 €
14Itália218.030.000 €56.085.000 €38.055.000 €74.115.000 €
15Bélgica124.940.000 €39.600.000 €14.660.000 €64.540.000 €
16Roménia120.670.000 €38.060.000 €17.390.000 €58.730.000 €
17Escócia118.845.000 €30.255.000 €11.410.000 €49.100.000 €
18Polónia118.240.000 €22.370.000 €4.130.000 €40.610.000 €
19Aústria116.535.000 €20.840.000 €4.305.000 €37.375.000 €
20Grécia119.685.000 €11.125.000 €-8.560.000 €30.810.000 €
TOTAL2.628.935.000 €2.321.660.000 €-307.275.000 €4.950.595.000 €

Para o estudo em causa foram considerados os totais gastos pelos clubes de cada liga na aquisição e venda de jogadores, bem como os valores pagos em empréstimos. Em Ligas como o Brasil e/ou Rússia, foram considerados os valores das transferências durante a temporada de 2010. (Futebol Finance 15-02-2011)

domingo, 13 de fevereiro de 2011


Pelo 6º ano consecutivo o Real Madrid reitera a posição de líder mundial em termos de receitas. Na 14ª edição da Deloitte Football Money League, que leva em conta as receitas geradas pelos clubes na temporada de 2009/2010, o clube de Madrid bateu novamente o recorde de receitas geradas, ultrapassando os 438 milhões de Euros.

O ranking da Deloitte não registou muitas variações em relação aos maiores clubes europeus , tendo as receitas totais geradas pelos 20 clubes batido um novo recorde, ultrapassando os 4.000 milhões de Euros. Uma uma receita média na ordem dos 200 milhões de Euros.

As receitas dos clubes são divididas em 3 categorias:

  • Receitas de Bilheteira (todas as receitas de bilheteira, incluindo os lugares anuais)
  • Direitos TV (inclui a venda de direitos TV nacionais e internacionais)
  • Comercio (inclui todos os patrocínios e merchandising)

DELOITTE FOOTBALL MONEY LEAGUE 2011

PosClubePaísBilheteiraDireitos TVComércioReceita Total
1Real MadridEsp129,1M€ (30%)158,7M€ (36%)150,8M€ (34%)438,6M€
2FC BarcelonaEsp97,8M€ (25%)178,1M€ (44%)122,2M€ (31%)398,1M€
3Manchester UnitedIng122,4M€ (35%)104,8M€ (37%)99,4M€ (28%)349,8M€
4Bayern MunichAle66,7M€ (21%)83,4M€ (26%)172,9M€ (53%)323,0M€
5ArsenalIng114,7M€ (42%)105,7M€ (38%)53,7M€ (20%)274,1M€
6ChelseaIng82,1M€ (32%)105,0M€ (41%)68,8M€ (27%)255,9M€
7AC MilanIta31,3M€ (13%)141,1M€ (60%)63,4M€ (27%)235,8M€
8LiverpoolIng52,4M€ (23%)97,1M€ (43%)75,8M€ (34%)225,3M€
9InternazionaleIta38,6M€ (17%)137,9M€ (62%)48,3M€ (21%)224,8M€
10JuventusIta16,9M€ (8%)132,5M€ (65%)55,6M€ (27%)205,0M€
11Manchester CityIng29,8M€ (20%)66,0M€ (43%)57,0M€ (37%)152,8M€
12Tottenham HotspurIng44,9M€ (31%)62,9M€ (43%)38,5M€ (26%)146,3M€
13Hamburger SVAle49,3M€ (34%)33,7M€ (23%)63,2M€ (43%)146,2M€
14Olympique LyonnaisFra24,8M€ (17%)78,4M€ (54%)42,9M€ (29%)146,1M€
15Olympique MarseilleFra25,2M€ (18%)70,8M€ (50%)45,1M€ (32%)141,1M€
16Schalke 04Ale25,4M€ (18%)35,4M€ (25%)79,0M€ (57%)139,8M€
17Atlético de MadridEsp35,9M€ (29%)62,2M€ (50%)26,4M€ (21%)124,5M€
18AS RomaIta19,0M€ (16%)65,6M€ (53%)38,1M€ (31%)122,7M€
19VfB StuttgartAle30,2M€ (26%)47,8M€ (42%)36,8M€ (32%)114,8M€
20Aston VillaIng29,8M€ (27%)63,6M€ (58%)16,0M€ (15%)109,4M€

(Valores em M€ milhões de Euros)

Estes são os clubes que ficaram à porta do ranking, com destaque para a reentrada do Benfica, como a única equipa Portuguesa presente nos 30 primeiros.

  • 21. ACF Fiorentina (Ita) – 106,4 milhões de Euros
  • 22. Borussia Dortmund (Ale) – 105,2 milhões de Euros
  • 23. FC G.Bordeaux (Fra) – 102,8 milhões de Euros
  • 24. Sevilla FC (Esp) – 99,6 milhões de Euros
  • 25. Valencia (Esp) – 99,3 milhões de Euros
  • 26. SL Benfica (Por) – 98,2 milhões de Euros (Bilheteira 40,2M€/41%), (Direitos TV 16,8M€/17%), (Comércio 41,2M€/42%)
  • 27. Everton (Ing) – 96,6 milhões de Euros
  • 28. Werder Bremen (Ale) – 96,5 milhões de Euros
  • 29. SS Napoli (Ita) – 95,1 milhões de Euros
  • 30. Fulham FC (Ing) – 94,2 milhões de Euros

NOTAS: As receitas excluem transferências de jogadores e impostos. Actividades extra-futebol e transacções de capital foram igualmente excluídas das receitas por razões comerciais e contabilísticas, devido às diversas formas de registar uma mesma operação.

(Futebol Finance 10.02.11)

sábado, 12 de fevereiro de 2011


José Mourinho será o novo embaixador da marca bancária Millennium BCP.

A informação foi avançada pelo Diário Económico, que adianta que o contrato assinado entre o banco e o treinador do Real Madrid deverá rondar o milhão de euros.

Mourinho, que teve já a sua imagem ligada ao BPI enquanto treinava o Chelsea, será agora o protagonista das campanhas publicitárias do Millennium BCP, que estão a cargo da Bassat Ogilvy de Barcelona. Recorde-se que a conta de publicidade da marca se encontra a concurso, que está a ser disputado por quatro agências: a incumbente, a Euro RSCG Lisboa, a TBWA Lisboa e a Y&R.

(Meios & Publicidade - 11-02-2011)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Depois da Taça Intercontinental a disputar no Japão e do basquetebol americano disputar jogos na Europa o futebol americano tem planos para “exportar a competição”.

Fonte: revista Sports Management.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011


The Football Association (FA) has been forced to pay out as much as £500,000 compensation to Fiat, after prematurely ending its commercial deal as its official car supplier.


The FA has signed a three-and-a-half-year deal with rival car brand Vauxhall to become headline sponsor of the England team, thus causing a conflict of commercial partners.


The FA did not disclose specific financial details of the amount it had to pay to Fiat, which signed a four-year deal with the FA to be its official car supplier in February 2010. Reports suggest the figure is as much as £500,000.


Vauxhall is due to sign sponsorship agreements with the three other home nations, Scotland, Wales and Northern Ireland.

The FA confirmed it had exited its agreement with Fiat. Fiat was unavailable for comment.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011




Uma das especificidades mais interessante do desporto é a imprevisibilidade do resultado, baseada numa competitividade e rivalidade necessárias, entre atletas em igualdade de circunstâncias e que em conjunto fornecem ao espectador um espectáculo desportivo atractivo.


Quando esta competitividade é colocada em causa, permitindo que um dos oponentes tenha alguma espécie de vantagem à partida, o desporto perde qualidade, a idoneidade dos intervenientes é questionada e a verdade desportiva violada.


Este factor torna-se mais importante em desportos em que o existe mais “capital humano” envolvido (como o Basketball por exemplo) e menos equipamentos em oposição a outros em que a prova se disputa com recurso a máquinas (desportos motorizados) com uma importância e intervenção consideráveis.


Para precaver este tipo de situações têm-se desenvolvido ao longo dos anos as chamadas “regras do jogo”, vulgo regulamentos, que enquadram toda a actividade desportiva e competitiva dos desportos, destacando a importância das regras anti-doping, contra a violência e a favor do fairplay.


As marcas desportivas generalistas da actualidade e ainda as aquelas mais específicas de cada desporto, lançam cada vez mais campanhas agressivas, reivindicando uma melhor qualidade dos seus produtos alegando que com o seu uso os atletas conseguem melhores performances.


Não obstante serem campanhas de marketing muito facilmente enquadráveis em acções estudadas de acordo com o comportamento do consumidor moderno, a verdade é que ao nível das melhores marcas, a diferenciação e benefício, se verificam ao nível da imagem que o utilizador tem da marca em causa e que lhe é sugerida através de campanhas bem planeadas com esse intuito. Isto porque as técnicas de fabrico modernas permitem a qualquer marca oferecer produtos de elevada qualidade.


A controvérsia lançada em torno dos novos ténis da APL (Athletic Propulsion Labs - ww.athleticpropulsionlabs.com) obriga-nos a pensar os limites da intervenção do Marketing no jogo e nas suas regras, bem como o papel dos reguladores das competições desportivas.


O modelo Concept 1 da Athletics Propulsion Labs

Alguns números do Modelo Concept 1 esgotaram e não serão mais produzidos

Imagens retiradas do site www.athleticpropulsionlabs.com


Ryan e Adam Goldston, irmãos gémeos e ex-jogadores de basketball, alegam ter efectuado estudos independentes que comprovam que os jogadores de Basketball saltam mais alto e jogam melhor quando usam os ténis Concept 1 da APL, por si desenvolvidos com base na nova tecnologia Load’N LaunchTM(www.athleticpropulsionlabs.com/load-n-launch-technology.html).


Percebendo esta vantagem, muito jogadores da NBA e cerca de 30% dos novos jogadores da NBA (de acordo com os Goldston), manifestaram imediatamente interesse em usar estes ténis na nova temporada, o que mereceu o desagrado da NBA que baniu prontamente este modelo de ténis.


Os jogadores não permitiram revelar os seus nomes pelo facto de já terem firmado contratos com outras marcas.


Ao tomar esta atitude a NBA alegou obviamente que pretendia manter as condições de jogo iguais para todos os atletas, não permitindo vantagens competitivas baseadas no uso de equipamentos, mas, parece-me existir claramente uma protecção por parte da NBA às marcas que a patrocinam e que são vendidas na sua loja, ADIDAS, NIKE, JORDAN, TEAM (http://store.nba.com).

Ao olhar com distanciamento esta situação, e numa perspectiva de análise de marketing pura, diria que a promessa que a marca fez não foi acautelada verificando se a utilização do produto em causa ultrapassava os limites das regras do jogo, mas foi uma estratégia de marketing bem pensada.

Para vender, as marcas fazem promessas aos seus consumidores que convém serem verdadeiras e facilmente verificadas pelos utilizadores. Caso não sejam o resultado será um claro recuo nas vendas. No entanto, a meu ver estamos perante uma estratégia de Marketing que procurou provocar a reacção da NBA para a utilizar como argumento de venda.


Tudo me leva a crer que Ryan e Adam Goldsto n sabiam claramente que os seus ténis, ao criar uma vantagem competitiva, não seriam aceites pela NBA.


Apesar desta proibição a APL esgotou alguns números da sua produção e planeia expandir a linha a novos modelos, revelando-se um sucesso comercial, porque as suas vendas não eram direccionadas à NBA mas sim ao público em geral.


Quantos jogadores actuam na NBA e quantos amadores jogam basketball na rua, entre amigos, aos fins-de-semana? Destes, quantos gostariam de saltar mais alto e jogar melhor? … todos!


E foi exactamente este o argumento de vendas que procuraram. A aceitação por parte de 30% dos novos jogadores (e portanto não tão bons como as estrelas mas pretendendo chegar lá, que representam o público-alvo do produto), e a proibição por parte da NBA (ao proibir confirmaram que os ténis de facto ajudam a saltar mais alto e a jogar melhor), foram o seu melhor argumento de marketing para fazer um boom nas vendas.


O resultado foi óbvio e a APL só tem a agradecer à NBA a oportunidade de marketing que foi criada. Actualmente a marca exibe no seu site uma promoção de oferta de uma t-shirt com a compra de um par de ténis, com a inscrição “ Banned by the NBA”.

Imagem retirada do site www.athleticpropulsionlabs.com

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Realizar-se-á, no próximo dia 8 de Fevereiro no Auditório Afonso de Barros no ISCTE-IUL, um seminário subordinado de tema subordinado ao Marketing Desportivo onde os fãs, especialistas ou curiosos do assunto devem marcar presença!


Dois dos clubes do futebol mundial que mais na vogue por vários motivo, como por resultados (Barcelona) ou ausência deles (Real Madrid), quer por grande contratações (RM) ou pela equipa quase completamente vinda da formação (FCB), serão o grande tema!


Estes dois colossos do futebol mundial serão alvo de uma análise financeira por parte de dois convidados: Antonio Antón (Universidad Autonoma de Madrid) e Gema Rodríguez (Universidad de Alcalá).


A inscrição é necessária e deve ser realizada conforme as instruções abaixo!




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